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CINEPORT 2009


O Festival de Cinema de Língua Portuguesa - CINEPORT, que vai de 01 a 10 de maio, tem como homenageado para a edição 2009 Moçambique. O evento contará com mais de 150 filmes e acontecerá em João Pessoa, capital da Paraíba, no Nordeste brasileiro. A cidade é o "ponto mais oriental das Américas" e acolhe pela segunda vez o festival, que se encontra na sua quarta temporada.


Atente para a programação deste fim-de-semana e quem estiver em terra brasilis está mais que convidado para vislumbrar essa grande janela do nosso cinema de língua portuguesa:



SEXTA, DIA 01

- A abertura do festival será às 20 horas, na sexta, mas a programação já começa à tarde com os debates do II Encontro de Cineclubes da Paraíba, no Hotel Imperial, em Tambaú;

- À noite, na Usina Cultural, a primeira sessão para o grande público é a dos curtas paraibanos do Prêmio Energisa, às 20h30, na sala digital;

- Às 21 horas, será exibido pelo filme dirigido por HELENA IGNEZ: A CANÇÃO DE BAAL. Na Tenda Andorinha;

- Às 21h30, na sala digital, os curtas de ficção que concorrem ao Troféu Andorinha Digital;

- Às 22h30, é a vez de GOODNIGHT IRENE, de PAOLO MARINOU BLANCO, filme português indicado ao Troféu Andorinha de melhor filme, que mostra a obsessão de um ator inglês e um serralheiro por uma atraente pintora cheia de vida.



SÁBADO, DIA 02

- Às 16 horas tem uma mesa redonda do Encontro de Cineclubes, debatendo “Um raio-X da cinefilia paraibana”, no Hotel Imperial;

- Cinco curtas (e médias) paraibanos às 14 horas, na sala digital da Usina Cultural;

- Às 16 horas, um dos campeões de público do cinema nacional dos últimos anos: MEU NOME NÃO É JOHNNY, de MAURO LIMA, com SELTON MELLO, na Tenda Andorinha;

- Às 18 horas, também na Andorinha, novos filmes do cinema paraibano. Dois curtas de TORQUATO JOEL (GRAVIDADE e AQUI E AGORA) e o longa-metragem O SONHO DE INACIM, de ELIÉZER ROLIM, com JOSÉ WILKER;

- No mesmo horário, na sala digital, entram em cena os curtas paraibanos no Prêmio Energisa;

- Às 20 horas na sala digital, será exibido CRISTÓVÃO COLOMBO, O ENIGMA, do centenário - e grande - cineasta português MANOEL DE OLIVEIRA.



- O diretor português ALEXANDRE VALENTE apresenta seu filme SECOND LIFE, às 21 horas, na Tenda Andorinha;

- A sala digital ainda tem o documentário DA VIDA DAS BONECAS, às 21h30min., e os 12 curtas de animação que concorrem ao Andorinha Digital, às 22 horas;

- Um dos filmes nacionais inéditos nos cinemas paraibanos passa às 23 horas na Tenda Andorinha: FELIZ NATAL, estréia na direção do ator SELTON MELLO.



Aguardem que comentarei sobre os filmes e programação aqui e no meu blog pessoal. Salute, pessoal!

Mais Informações: http://www.festivalcineport.com/2009/

Ainda Oliveira

Para entender alguma coisa sobre o não muito importante assunto da recepção de Oliveira em Portugal, é importante ler o que dizem Fausto Cruchinho e Luís Miguel Oliveira. Registado aqui.

Isto (re)começa bem!

Sei que o CCF é de Faro, que é do Sul, mas sei que também é associação de utilidade pública, e essa não tem limites geográficos. Por isso, recordo a quem ande pelo Norte que começa hoje um ciclo de filmes de e à volta de Manoel de Oliveira (M.O.), no Museu de Serralves. Acompanha a exposição, que lá abriu em Julho, dedicada ao realizador que completa este ano... hum... é melhor não dizer, que até me envergonho. Chovam as exclamações, redigam que já chega de Oliveira (bem, contei apenas cinco posts sobre ele desde que abrimos), sim, tudo isso: mas se puderem, aproveitem para ver algumas das películas. Aqui no Sul já houve oportunidade de ver a filmografia quase-quase-quase completa de M.O., agora pode bem ser a vez de outros a verem. Além do mais, o pessoal do Sul está servidíssimo, com a programação do CCF para as próximas semanas.

(Já agora, relembro que faz amanhã 77 anos que estreou o primeiro filme de M.O., Douro, Faina Fluvial, no Congresso Internacional de Críticos de Cinema em Lisboa. A imagem que encima este post é dessa obra.)

Oliveira em Brooklyn

A Brooklyn Academy of Music, que é assim uma casa/fundação que reúne actividades de música, mas também de teatro, dança e cinema, e onde em ocasiões anteriores já se viu bom cinema português, volta à carga (ao cinema português, entenda-se). Será pelo menos a segunda vez que Manoel de Oliveira estará presente n sala da "cinemateca" do BAM Rose Cinema - e desta vez a propósito de uma enorme retrospectiva de filmes seus. Chamaram-lhe "The Talking Pictures of Manoel de Oliveira" e passarão nela não menos do que quinze longas e mais algumas curtas-metragens do realizador. Na página do BAM sobre a iniciativa há um link para um artigo de Randal Johnson sobre Oliveira, escrito para a ocasião. E, claro, a imagem que ilustra a programação é a de Leonor Silveira em Vale Abraão, ao lado da gaiola e com aqueles olhos abertos gigantes. Às vezes irrita que uma pessoa não possa entrar no metro ali na East Village e saltar umas estações depois, comprar o bilhete e, anonimamente, ver filmes como se nunca tivesse ouvido falar deste tipo que faz este ano um século de vida.

Obrigado Manoel de Oliveira

Pelo seu exemplo de criatividade.

Pelo seu génio indiscutível.

Pela sua força indesmentível.

Pela sua perseverança sem par.

Pela sua erudição e cultura.

Pela sua sensibilidade tocante.

Pelo seu estilo único.

Pelo seu amor à palavra, à imagem, ao som, à música: ao cinema.
.

Obrigado, Manoel de Oliveira, por ter estado na nossa vida desde a 1ª sessão.

Por nela ter estado presente ao longo de quase 52 anos - e os mais que hão-de vir.

Faltavam exibir, na nossa história, duas longas-metragens que realizou – a distinção do Doutoramento Honoris Causa pela Universidade do Algarve, que em boa hora acolheu essa nossa sugestão saída da Assembleia Geral de Sócios em Janeiro de 2007, e que se irá concretizar no próximo dia 15 de Janeiro, além de nos encher de honra e orgulho, foi o melhor pretexto para finalmente mostrar ao público algarvio essas suas duas obras maiores.

O seu nome, a sua obra, o seu esplendor fizeram-nos crescer como cinéfilos e como seres humanos desde o dia 6 de Abril de 1956. Até hoje. E até sempre.

Bem haja, Manoel de Oliveira.

A Direcção do Cineclube de Faro


Doutoramento Honoris Causa a Manoel de Oliveira pela Universidade do Algarve

Dia 15 de Janeiro, 15h30, Grande Auditório de Gambelas

Exposição bibliográfica e documental sobre Manoel Oliveira - espólio do Cineclube de Faro - no átrio do Grande Auditório de Gambelas

No final da cerimónia o CCF entregará uma gravura dedicada a Manoel de Oliveira da autoria do artista Afonso Rocha, como testemunho de admiração e reconhecimento a este insigne realizador.

Obrigado Manoel de Oliveira

Pelo seu exemplo de criatividade.

Pelo seu génio indiscutível.

Pela sua força indesmentível.

Pela sua perseverança sem par.

Pela sua erudição e cultura.

Pela sua sensibilidade tocante.

Pelo seu estilo único.

Pelo seu amor à palavra, à imagem, ao som, à música: ao cinema.

Obrigado, Manoel de Oliveira, por ter estado na nossa vida desde a 1ª sessão.

Por nela ter estado presente ao longo de quase 52 anos - e os mais que hão-de vir.

Faltavam exibir, na nossa história, duas longas-metragens que realizou – a distinção do Doutoramento Honoris Causa pela Universidade do Algarve, que em boa hora acolheu essa nossa sugestão saída da Assembleia Geral de Sócios em Janeiro de 2007, e que se irá concretizar no próximo dia 15 de Janeiro, além de nos encher de honra e orgulho, foi o melhor pretexto para finalmente mostrar ao público algarvio essas suas duas obras maiores.

O seu nome, a sua obra, o seu esplendor fizeram-nos crescer como cinéfilos e como seres humanos desde o dia 6 de Abril de 1956. Até hoje. E até sempre.

Bem haja, Manoel de Oliveira.

A Direcção do Cineclube de Faro


Doutoramento Honoris Causa a Manoel de Oliveira pela Universidade do Algarve

Dia 15 de Janeiro, 15h30, Grande Auditório de Gambelas

Exposição bibliográfica e documental sobre Manoel Oliveira - espólio do Cineclube de Faro - no átrio do Grande Auditório de Gambelas

No final da cerimónia o CCF entregará um testemunho da sua admiração e reconhecimento a este insigne realizador.

Oliveira

Algumas biografias dão a data de 11 de Dezembro, outras a de 12, como a do nascimento de Manoel de Oliveira, em 1908, na cidade do Porto. Seja como for, para quem faz 99 anos, uma indecisão assim já deve estar olvidada, de insignificante. Muitos parabéns - que lhe seja tão excelente o tempo que resta como tem mostrado ser o que já passou.
(Imagens do filme Cristóvão Colombo - O Enigma, o mais recente de Manoel de Oliveira, que estreará em 11 de Janeiro de 2008. Na foto de cima, Isabel e Manoel de Oliveira; em baixo, Ricardo Trêpa e Leonor Baldaque. As mesmas personagens, de uma idade a outra.)