e também extensão doclisboa

é bom, poder voltar a ter a extensão do doclisboa.

ainda mais com o palmarés português.

a margarida cardoso vai estar cá. e foi ela que ganhou o prémio mais importante na competição nacional!

não me admirou. é um filme fabuloso, maduro, inteligente.


Cinatrium

Dia 9, 21h30
AS OPERAÇÕES SAAL, de João Dias, 90´Portugal, 2007
Prémio Midas para melhor filme português presente no festival (distribuição e edição DVD)

Criado por iniciativa do arquitecto Nuno Portas enquanto Secretário de Estado da Habitação e Urbanismo do I Governo Provisório, o Serviço de Apoio Ambulatório Local (SAAL) foi um programa de assistência à construção de habitação promovida por Associações de Moradores que visava "apoiar as iniciativas de populações mal alojadas no sentido de colaborarem na reconversão dos próprios bairros investindo os próprios recursos latentes e eventualmente monetários". A Arquitectura Portuguesa do 25 de Abril é o SAAL - movimento ímpar na história do pensamento da arquitectura, que serviu de exemplo e de discussão para muitos outros projectos a nível internacional.

Dia 10, 15h30
& ETC, de Cláudia Clemente, 25´Portugal, 2007
Prémio Tobis para melhor filme português curta-metragem

Fundada em 1973, a "& etc" é uma pequena editora que se rege por parâmetros únicos: não tem fins lucrativos, não publica obras comerciais e aposta em autores desconhecidos. Tornou-se ao longo dos anos uma referência no panorama nacional, conhecida tanto pelo lado plástico/estético dos seus livros quadrados, como pela singularidade dos autores que publica, entre os quais João César Monteiro, Adília Lopes ou Alberto Pimenta. Dois responsáveis desta editora, Vitor Silva Tavares e Rui Caeiro, recordam neste filme alguns episódios passados ao longo das três décadas de aventuras literárias.

A CASA DO BARQUEIRO, de Jorge Murteira, 63´ Portugal, 2007
Prémio Sony para melhor primeira obra portuguesa
Prémio IPJ Escolas para melhor filme português

Paulino é o último barqueiro da Amieira do Tejo. Entre as duas margens do rio é ele quem assegura a ligação. Mas raros são os passageiros e a seu posto de trabalho será brevemente extinto pelo poder. Enquanto isso não acontece, Paulino faz da barraca sobre o rio a sua casa improvisada. Vive ao ar livre e só recolhe quando a chuva, o frio ou o vento apertam. Pede e resmunga uma nova casa em condições. Mas quem o ouve? No Inverno e no Outono, aguarda sozinho os clientes perto da fogueira sobre o vale do rio, atento à passagem dos comboios que raramente trazem fregueses. Na Primavera e no Verão, fica à mesa de sulipas, solitário, mas sempre disponível para partilhar um copo ou um petisco com um turista ocasional.

Dia 10, 21h30
ERA PRECISO FAZER AS COISAS, de Margarida Cardoso, 52´ Portugal, 2007
Grande Prémio Tobis para melhor filme português longa-metragem
Prémio Midas para melhor filme português presente no festival (distribuição e edição DVD)


Alguns dias de Outono durante os ensaios de “O Tio Vânia” de Tchékhov. Actores e encenador procuram o caminho para a construção de qualquer coisa em comum. As suas vozes interiores, as suas dúvidas, confundem-se com as das personagens que tentam alcançar. A casa, o tempo, a idade, a frustração. Não estaremos todos à procura de sentido?

1 comentário:

paradoxon disse...

realmente o documentário português está em alta,ultimamente tenho-me debruçado sobre este género de cinema, mas o bichinho do documentário cresceu mais em mim quando vi lisboetas de sérgio trefaut ,realmente um grande documentário.
posso também desde já divulgar que tenho em preparação o meu 1ºdocumentário ,irá ser realizado na aldeia de vaqueiros concelho de alcoutim.