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hoje é a nossa Ilha a viver num Cemitério - o antigo, em Cacela Velha. 22h, com a presença dos realizadores!

e dos protagonistas Gilberto Silva e José Santos! :-)

SINOPSE

Num tempo de rápidos consumos onde o agora reina, descobriremos em conjunto, a praia de Faro e a sua aldeia piscatória, cujos habitantes teimam em resistir ao imediatismo dos dias de hoje e mantendo hábitos ancestrais de contacto profundo com a grande natureza.

Sairemos e entraremos na vida dos seus habitantes, tendo como co-anfitriões animais marinhos e uma variedade invejável de espécies de aves movimentando-se em paisagens paradisíacas. Viajaremos tranquilamente pelos canais desta ria que faz justiça ao seu nome, contemplaremos pores do Sol e da Lua no Atlântico Norte que parecerão encenados de tanta beleza.

Iremos viver uma praia, um espaço/ente que se dá a cada segundo das nossas existências sem pedir nada em troca.

“ Longe de ser uma descrição de fenómenos objectivos, é uma tentativa de inscrição do amor humano no coração das coisas” *
* in dicionário de símbolos, Juan Eduardo Cirlot, Bachelard acerca da Alquimia publicações D. Quixote


IMPRENSA

“Ilha” é o primeiro documentário cinematográfico realizado sobre a comunidade de pescadores e mariscadores que habita a Praia de Faro há mais de meio século.

Em entrevista à agência Lusa, os realizadores, Mauro Amaral, 33 anos, e Carlos Fraga, 56, definem o resultado final como um documento intimista e plural que aborda a autenticidade dos pescadores e o medo de verem as suas casas demolidas pelo “Polis Ria Formosa”, um programa governamental para requalificar 48 quilómetros de frente costeira desde a Praia de Vale do Lobo até Vila Real de Santo António.

“Num tempo de rápidos consumos onde o agora reina, descobriremos em conjunto uma praia e a sua aldeia piscatória, cujos habitantes teimam em resistir ao imediatismo dos dias de hoje, mantendo hábitos ancestrais de contacto profundo com a grande natureza”, lê-se na sinopse a que a Agência Lusa teve acesso pela mão do autor do documentário, Mauro Amaral.


Gravado em vídeo digital, “Ilha” é a segunda produção audiovisual da editora algarvia “Livremeio Produções”, com sede em Faro, e as gravações realizaram-se ao longo das quatro estações do ano para captar o “modus vivendi” da aldeia - nome não oficial - piscatória, que, embora tenha luz e água, não dispõe de saneamento básico.

Através do filme, os realizadores descobriram na Praia de Faro uma comunidade com mais de 100 pessoas distribuídas pelos dois extremos da praia que vivem em total comunhão com a natureza, ao sabor de ventos e marés.

“Estas pessoas vivem na e da natureza. São fortes e intensas. Abrem a porta de casa e têm areia. Vivem entre a Ria Formosa e o mar. O trabalho deles é feito num habitat líquido e a vida das pessoas está sintonizada com os ritmos da natureza”, conta Mauro Amaral, lembrando que a vida dos pescadores “nunca é rotineira”.

Carlos Fraga refere, por seu turno, que não queriam que o resultado final se transformasse num filme “panfletário” com um só ponto de vista e, por isso, foram entrevistadas várias pessoas, nomeadamente um especialista em erosão costeira da Universidade do Algarve.

A narrativa do “Ilha” foi escrita por jovens poetas algarvios e dita pelo músico José Mário Branco e deverá estrear “ainda antes do Verão no canal RTP 2”, adiantou a dupla de realizadores, salientando que também a música é “made in Algarve” e criada especificamente para o projecto cinematográfico.


“Este documentário é também uma tentativa de revelar tesouros, porque o Algarve é muito rico e quanto mais visto à lupa mais riqueza tem”, sugere o cineasta algarvio, observando que através deste documento se tem uma perspectiva sobre “o que sempre foi a vida no Algarve”.

O filme de índole informativa tem uma duração de 54 minutos, entrevista 11 pessoas, todos homens, e vai candidatar-se ao Festival de Cinema Independente de Lisboa, o “Indie”, acrescentou Carlos Fraga, que realizou e produziu o documentário “António Aleixo - Na terra acho, na terra deixo”, que passou recentemente na RTP 2.

“Sairemos e entraremos na vida dos seus habitantes, tendo sempre como anfitriões animais marinhos e uma variedade invejável de espécies de aves movimentando-se em paisagens paradisíacas (...). Longe de ser uma descrição de fenómenos objectivos, é uma tentativa de inscrição do amor humano no coração das coisas”, prometem os realizadores.

in Público




uma ideia de Mauro Amaral
Realização
Carlos Fraga e Mauro Amaral
Produção Executiva
Helena Madeira
Assistente de Produção
Carla Guerreiro
Localização e entrevistas
Mauro Amaral
Narração
José Mário Branco
Música
André Capela
Textos
João Bentes e Pedro Afonso
Fotografia e Câmara
Carlos Fraga
Assistente de Imagem e Som
João Gonçalves
Edição e Pós Produção
Carlos Fraga
Assistente de Edição
João Gonçalves
Músicos
André Capela
Saxofone, guitarra, flauta transversal e voz
Bruno Vítor
Contrabaixo, guitarra, baixo e voz
Zé Roxo
Voz
João Araújo
Piano e sintetizadores
Leon Baldesberguer
Trompete
Tiago Rêgo
Percussões
.

SOB AS ESTRELAS EM CACELA VELHA - falemos em locais mágicos para dar mágicos filmes...

Olá, que tal de férias? :-)

Nós retomamos com o já habitual ciclo de cinema ao ar livre na mágica Cacela Velha, no mágico Cemitério Antigo (desactivado, naturalmente). É um pouquito longe, mas vale a pena, pelo menos uma ida! Seja porque perdeu, quando os demos, os belos documentários A CIDADE DOS MORTOS e LIXO EXTRAORDINÁRIO, seja porque perdeu, quando estreou no Teatro Municipal, A ILHA (de Faro), que contará com a presença dos realizadores Mauro Amaral e Carlos Fraga, e será de entrada livre, seja porque quer assistir à estreia do último de Tiago Pereira, na sua labuta de pôr a música portuguesa a gostar dela própria – e se, no ano passado, em Cacela exactamente, ele apresentou Significado, Cacela volta a acolher a obra de recolha deste porfiado cineasta, sob encomenda do INATEL agora, com SINFONIA IMATERIAL.

Do resto da programação (de Setembro e Outubro) falaremos em próximo post.

Bom regresso!


CINEMA AO AR LIVRE - Setembro - Cacela Velha – Cemitério Antigo – 22h

ENTRADA PAGA (salvo a excepção assinalada com *), 1€ para sócios do CCF e do Inatel (estes, na sessão de dia 15), 2€ restante público

DIA 6
CIDADE DOS MORTOS, Sérgio Tréfaut, Portugal, 2010, 63'

DIA 8
LIXO EXTRAORDINÁRIO (UM PROJECTO DE VIK MUNIZ), Lucy Walker, João Jardim, Karen Harley, Brasil, 2010, 99'

DIA 13*
A ILHA, Carlos Fraga e Mauro Amaral, Portugal, 2010, 54'
entrada livre, presença dos realizadores

DIA 15
SINFONIA IMATERIAL, Tiago Pereira, Portugal, 2010, 60'

Organização
CIIP Cacela, Câmara Municipal VRSA
Colaboração
Cineclube de Faro


ALGUMA INFORMAÇÃO (mais, no blog, como de costume, filme a filme - fique atento)

DIA 6
CIDADE DOS MORTOS, Sérgio Tréfaut

«Na vastidão do cemitério El Arafa, no Cairo, existe uma cidade com um milhão de habitantes que vivem em edifícios construídos entre túmulos e mausoléus. Há funerais todos os dias, enquanto à sua volta a vida decorre normalmente nas padarias, cafés, mercados e escolas. Tudo dentro da maior necrópole do mundo. Como diz uma local “viver tão perto dos mortos só pode trazer sabedoria”. Preparado e rodado ao longo de cinco anos (2004-2009), este filme procura dar a ver a alma invisível do cemitério. Seleccionado para dezenas de festivais de cinema documental, obteve o Grande Prémio Documenta Madrid 2010.»



DIA 8
LIXO EXTRAORDINÁRIO (UM PROJECTO DE VIK MUNIZ), Lucy Walker, João Jardim, Karen Harley

«Um filme surpreendente que mostra como a arte pode afectar a vida de um grupo de catadores no maior aterro do mundo no Rio de Janeiro» «O filme tem um efeito arrebatador por juntar arte e lixo, elementos quase opostos, não só pelo valor estético, mas também por sua representação social.» «Vê-se com alegria, apesar de toda a miséria que é filmada. Não é um simples documentário sobre o trabalho de um artista e apela enormemente à emoção do público.»



DIA 13*
A ILHA, Carlos Fraga e Mauro Amaral
entrada livre, presença dos realizadores
«“Ilha” é o primeiro documentário cinematográfico realizado sobre a comunidade de pescadores e mariscadores que habita a Praia de Faro há mais de meio século. Com narração do cantor José Mário Branco. Os realizadores, Mauro Amaral, 33 anos, e Carlos Fraga, 56, definem o resultado final como um documento intimista e plural que aborda a autenticidade dos pescadores e o medo de verem as suas casas demolidas pelo “Polis Ria Formosa”, um programa governamental para requalificar 48 quilómetros de frente costeira desde a Praia de Vale do Lobo até Vila Real de Santo António.»



DIA 15
SINFONIA IMATERIAL, Tiago Pereira

«De forma pioneira em Portugal, a Fundação INATEL, Direcção de Cultura, decidiu encomendar a realização do documentário “Sinfonia Imaterial”, ao realizador Tiago Pereira com direcção de produção da QUIVIART, que pretendeu registar as actuais práticas musicais de tradição oral portuguesa, que estão vivas e que prevalecem nas várias regiões de Portugal continental e ilhas.»